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Globalização Imaginada

Globalização Imaginada

Editora: Iluminuras
Colaboradores: Sérgio Molina
Avaliação:
10% OFF
R$ 129,00R$ 116,10 á vista

Em até 4 de 29.02 s/juros

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Código: 9788573214642
Categoria: MacroEconomia
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Descrição Saiba mais informações

Depois de duas décadas em que a globalização foi declarada como destino inevitável da modernidade, começa a estudar-se a variedade de intercâmbios, desencontros e desigualdades que provoca. Não a imaginam do mesmo modo o gerente de uma empresa multinacional, os governantes de países centrais ou periféricos, migrantes multiculturais ou artistas que buscam ampliar sua audiência. Somente alguns poucos políticos, financistas e acadêmicos – sustenta Canclini – pensam em uma globalização circular. O resto imagina globalizações tangenciais: com os que falam o inglês, com nações da própria região ou em acordos de livre-comércio para se protegerem da concorrência generalizada.

Junto à homogeneidade gerada pela circulação de capitais e bens, emergem as diferenças culturais. Não como simples resistências ao global.

O autor explora, a partir de uma vasta bibliografia que inclui a já consagrada e a mais recente, como mudaram as aproximações e discrepâncias entre Europa, América Latina e Estados Unidos. Com cifras e dados novos compara os modos distintos de como se globalizam as finanças, a cidadania, as artes visuais, as editoras, a música e o cinema. Examina as ambiguidades que escondem as metáforas empregadas para se falar de conflitos de fronteira e analisa o humor nos mal-entendidos interculturais.

Mas este não é só um livro sobre a globalização; propõe, ainda, como renovar os estudos culturais – dialogando com a antropologia, a sociologia e a economia – para reconstruir um pensamento crítico. Pergunta-se sobre o quê fazer para que os intercâmbios globais não sejam gerados apenas em lobbies de empresários e, sim, deslocando-se para a esfera pública na perspectiva da construção de uma cidadania mundial.

A posição destacada de Néstor García Canclini no quadro intelectual latinoamericano foi reconfirmada em 2002 quando lhe foi concedido o “Prêmio de Ensaio Literário Hispano-Americano Lya Kostakowsky”, da fundação mexicana Cardoza Aragón, por um estudo de sugestivo título: Latino-americanos buscando lugar en este siglo.

Seu lugar nestes últimos cem anos Canclini já encontrou. Antropólogo de formação, contribui com originalidade para a renovação dos estudos da cultura no hemisfério e fora dele. E o faz rompendo com o velho hábito sociológico de sempre tudo analisar, neste domínio, sob o ângulo do poder e da dominação, empreitada com frequência marcada por tons apocalípticos e impasses teórico-práticos não raro falsos e imobilizadores e desde cujo ponto de vista a única ação frequentemente possível é a acusação que se encerra em si mesma.

Não insistindo em considerações políticas já conhecidas, e por isso mesmo conseguindo um impacto político ainda mais incisivo quando se trata de discutir-nos, a nós de América Latina, em nossa tripartida figura de “produtores, migrantes e devedores”, como ele tem feito, Canclini busca antes entender o processo cultural de seu tempo e repensar os modos de fazer arte, cultura e comunicação nesta difícil fase da aventura humana.

Ele mesmo um intelectual, digamos, globalizado, num ano típico Canclini (um argentino residente no México) pode ser visto e ouvido por toda parte na América Latina e outros cantos do mundo, dando prova de que também é feito de aspectos positivos o atual fenômeno da globalização – esse “objeto cultural não identificado”, como ele escreve, aqui examinado sob múltiplos aspectos. A busca da identidade, pessoal e nacional, num drama estéril de que não acabamos de nos livrar ou no qual ainda insistem em nos jogar; o mercado e a interculturalidade; a cidade global e a “antropologia dos mal-entendidos” são alguns dos temas tratados por Canclini em volume costurado por fino senso de humor (algo inesperado, porém de todo pertinente num livro sério) e escrito em estilo que o torna uma bela peça de literatura, dando razão ao bom gosto de seus recentes premiadores.

Teixeira Coelho

Néstor García Canclini dirige o Programa de Estudos sobre Cultura Urbana na Universidade Autônoma Metropolitana do México. Foi professor nas univer-sidades de Austin, Barcelona, Buenos Aires, São Paulo e Stanford. Obteve bolsa de estudos da Fundação Guggenheim, o prêmio Casas das Américas por seu livro As culturas populares no capitalismo, e o prêmio Book Award da Latin American Studies Association por Culturas híbridas, como o melhor livro sobre a América Latina publicado no período de 1990-1992.

Páginas268
Data de publicação01/05/2020
Formato23 x 15.5 x 1.6
Largura15.5
Comprimento23
AcabamentoBrochura
Lombada1.6
Altura1.6
Tipopbook
Número da edição2
Classificações BISACMUS000000; BUS027000; BUS039000; BUS113000; DES007000; FIC133020; LAW098000; PER004000; POL003000; POL033000; SOC002010; SOC026000; SOC026040
Classificações THEMAKCB; AFJ; ATF; AV; GTQ; JH; VSD
Idiomapor
Peso0.05
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