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Primeira poesia
Autor: Jorge Luis Borges
Editora: Companhia das Letras
Colaboradores: Josely Vianna Baptista
Avaliação:
10% OFF
R$ 84,90R$ 76,41 á vistaEm até 4 de 19.10 s/juros
Fora de estoqueCódigo: 9788535911213
Categoria: Poesia
Descrição Saiba mais informações
Nos poemas que compõem este Primeira poesia, Borges, que havia passado seus anos de formação na Europa e convivera com as vanguardas literárias, reencontra sua cidade natal e uma literatura marcada pelo criollismo, voltada para o pampa e os valores nativos. Sentindo-se distante da racionalidade burguesa da metrópole moderna e sem se identificar com o nativismo militante, ele se volta para os arrabaldes, espaços de transição entre a cidade e o campo, e os entardeceres, tempo de transição entre o dia e a noite. Em vez da exaltação urbana e cosmopolita típica de movimentos literários da época, ele se fixa num passado cristalizado no tempo, representado por próceres da história argentina e casas baixas com balaustradas. É um olhar que permite visualizar os horizontes e os crepúsculos, de costas para a inevitável verticalização da metrópole, e que imagina uma Buenos Aires eterna, atemporal, quase fantasmagórica em sua essência. A cidade define-se pelas ruas de subúrbio, pátios, praças e cemitérios. Um móvel, um espelho ou uma rosa assumem, repentinamente, um sentido de permanência, de fixação da memória. E assim, diante do efeito avassalador do progresso que começa a erodir a cidade de sua infância, ele busca elaborar uma verdadeira "fundação mítica de Buenos Aires".
"Minha pátria - Buenos Aires - não é o dilatado mito geográfico que essas duas palavras indicam; é minha casa, os bairros amigáveis e, juntamente com essas ruas e retiros, que são querida devoção de meu tempo, o que nelas conheci de amor, de mágoa e de dúvidas". É assim que Borges define sua cidade natal no prólogo original de Fervor de Buenos Aires, posteriormente substituído por outro em que confessa: "Não reescrevi o livro. Mitiguei seus excessos barrocos, poli arestas, cortei sentimentalismos e vaguezas e, no decurso desse trabalho, ora agradável, ora incômodo, senti que aquele rapaz que o escreveu em 1923 já era, essencialmente - que significa essencialmente? - o senhor que agora se resigna ou corrige. Somos o mesmo: ambos descremos do fracasso e do sucesso, das escolas literárias e de seus dogmas; [...] Para mim, Fervor de Buenos Aires prefigura tudo o que eu viria a fazer".
Acabamento | brochura |
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Páginas | 200 |
Formato | 21 x 14 x 1.2 |
Lombada | 1.2 |
Altura | 1.3 |
Largura | 14 |
Comprimento | 21 |
1 | |
Código de Barras | 9788535911213 |
Data de publicação | 19/11/2007 |
Tipo | pbook |
Número da edição | 1 |
Classificações BISAC | POE012000 |
Classificações THEMA | DCC |
Idioma | por |
Peso | 0.263 |
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