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Um hospício pra chamar de meu

Um hospício pra chamar de meu

Autor: Leo Gaede
Editora: Telaranha
Avaliação:
R$ 68,00 á vista

Em até 4 de 17.00 s/juros

Fora de estoque
Código: 9786585830133
Categoria: Poesia
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Sejam bem-vindos ao Centro Clínico Quaresma. Quem nos guiará nesse passeio pelas páginas de Um hospício pra chamar de meu é o “mais novo louco do pedaço” e logo seremos de sua turma, ao lado de Erik, Anna, Zé, Miguel, Boca, Carniça, Caramela, Simão. Nas alas desse Lar involuntário, aos poucos nos reconheceremos loucos de abstinência e estaremos tomados pela mesma vontade de fugir. Mas não há fuga. Estamos presos nas imensas perguntas que esses versos acendem. Loucura? Razão? O que é verdade aqui? Aliás, esta é a pergunta que podemos fazer dentro de qualquer livro de poemas — e ela ficará sem resposta. Hóspede da dúvida que nos engole no meio do caminho da vida, você pergunta: “é tudo coisa da minha cabeça?” Os poetas sabem, como poucos, borrar as fronteiras. Lembram daquele outro curitibano, de que Leo Gaede tanto gosta, anunciando que havia dois loucos no bairro? Um chutando postes, outro apagando palavras que não existem... ambos querem apenas uma mesma coisa: serem bem tratados. E por isso a amizade e o amor brilham nos cantos deste hospício. Enquanto seguia seus corredores, ouvi vozes vindas de outros hospícios. Ouvi o grito de Torquato Neto no Engenho de Dentro: “É preciso não dar de comer aos urubus. É preciso fechar para balanço e reabrir. É preciso não dar de comer aos urubus. Nem esperanças aos urubus. É preciso sacudir a poeira.” Ouvi Maura Lopes Cançado falando baixinho: “inventei o brinquedo sério do FAZ DE CONTA. E me elegi rainha”. Ouvi Gilberto Gil cantando “Sandra”: “eu sou tão inseguro porque o muro é muito alto/ e pra dar o salto me amarro na torre no alto da montanha/ amarradão na torre dá pra ir pro mundo inteiro”. Ouvi o falatório de Stella do Patrocínio: “Os normais tinham inveja de mim/ Que era louca”. Ouvi Lima Barreto, gênio altivo, preso onde seus “méritos literários nada valiam”: “na seção de indigentes, aquela em que a imagem do que a Desgraça pode sobre a vida dos homens é mais formidável”. Mas ouvir vozes talvez não seja o que vai nos socorrer? Não sei. “Entre a luz e o breu/ descansa o fantasma da dúvida”. Aqui, cada página lembra que “a cabeça é um museu de ilusões”. Nesse museu, ecoam as célebres linhas d´O alienista: “Simão Bacamarte achou em si os característicos do perfeito equilíbrio mental e moral; pareceu-lhe que possuía a sagacidade, a paciência, a perseverança, a tolerância, a veracidade, o vigor moral, a lealdade, todas as qualidades enfim que podem formar um acabado mentecapto”. Vocês já sabem o desfecho: o médico logo desconfiou e trancou por dentro a porta da Casa de Orates. Sejam bem-vindos, leitoras e leitores: a casa é sua. Comece colocando para tocar, aí perto, a mansidão de “Que loucura”, do Sérgio Sampaio. Doentes do peito, doentes do coração. E lembre dessa pergunta que o poeta nos faz para ficar ecoando durante a travessia: “Mas o que seria a depressão” — a loucura! — “senão o sobrenome da população?” Tarso de Melo
Páginas160
Data de publicação23/11/2024
Formato14 x 21 x 1
Largura21
Comprimento14
AcabamentoBrochura
Lombada1
Altura1
Tipopbook
Número da edição1
Classificações BISACFIC019000; FIC132000; POE000000
Classificações THEMAFBA; DCC; FRD
Idiomapor
Peso0.24
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